No ano de 1999, em uma viagem de negócios a Itu, Gregson encontrou seu Ford Maverick Perua, ele se perdeu e acabou passando em frente a um ferro-velho. Foi aí que ele viu o carro de seus sonhos – em péssimo estado. “Acabei ficando por lá mesmo para tentar comprar o modelo. Cliente eu até encontraria outro, mas a perua não”, brinca.

A restauração levou quatro anos para ficar pronta e incluiu a compra de um Maverick SL 1978 que virou “doador de peças”. Como alguns componentes não existiam mais, foi preciso recorrer a artesãos. “Mandei fazer os vidros laterais traseiros e os puxadores das portas são de fibra de vidro”, diz Gregson.

O carro possuí direção hidráulica e ar-condicionado. Os bancos são revestidos de courvin e veludo.

O motor tem 302 V8 e gera 200 cv, segundo Gregson. O câmbio, que tem haste na coluna de direção, é automático de três marchas. O consumo, estimado pelo colecionador, é de 4,5 km/l.

A perua Maverick só tem o nome. O modelo surgiu como uma sugestão da concessionária Souza Ramos para concorrer com a Chevrolet Caravan.
Como a Ford não bancou a ideia, a própria Souza Ramos resolveu dar vida ao projeto por meio de um de seus “braços”, a SR Veículos. Isso foi em 1976.
Como vantagens ante a rival, a perua Maverick tinha quatro portas e motor V8. A Caravan tinha versão duas-portas e opções de quatro e seis cilindros.
Como fim da produção do Maverick, em 1978, a perua também saiu de linha. Foram feitas entre 50 e 100 unidades.

Confira a galeria de fotos abaixo:

Evelson de Freitas/Estadão
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