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Fábrica da Ford começou a ser erguida pela Willys-Overland em 1952

Fábrica da Ford começou a ser erguida pela Willys-Overland em 1952 (Acervo/Quatro Rodas)

“Ainda há chances, mas elas são remotas”. A declaração é de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do grupo Caoa, a respeito das negociações para compra da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) fechada pela Ford em novembro.

Há meses a empresa nacional é apontada como favorita para adquirir o complexo. Entretanto, ainda não foi resolvida a questão do aporte de capital necessário para a compra.

O empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), ao que tudo indica, não sairá. Resta apostar na injeção de investimento estrangeiro, no caso da China, caso alguma fabricante local decida aproveitar as instalações.

Fábrica da Ford em São Bernardo do Campo

Fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (Divulgação/Ford)

Segundo Oliveira Andrade, três marcas chinesas estariam interessadas no negócio, mas o possível acordo com alguma delas não prevê necessariamente a aquisição do complexo do ABC paulista.

A operação pode acabar aproveitando as outras fábricas do grupo no país, especialmente a de Jacareí (SP), que está com grande parte de sua capacidade ociosa.

“Seria uma operação com 51% de participação da Caoa e 49% da parceira, o que significa que seria uma operação de capital nacional”, destaca o empresário. No caso da Caoa Chery, a divisão de ações é um pouco diferente: 50/50.

Perguntado sobre quando deve ocorrer a próxima rodada de negociações a respeito da compra do complexo de São Bernardo, Oliveira Andrade foi evasivo:

“Prefiro não abrir, porque isso cria muita expectativa, especialmente para o sindicato, e machuca muito [quando as expectativas são frustradas]”, completa.

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