Os grandes fabricantes lutam como nunca. Hoje não é simplesmente vender carros que fará as marcas sobreviverem, mas também buscar sempre por novidades e tecnologias, principalmente quando pensamos que novos players estão no mercado, como a Tesla. Se não bastasse o projeto completo de um automóvel, elas precisam se preocupar com a mobilidade urbana, sistemas autônomos e outros aspectos.

Herbert Diess, CEO do Grupo Volkswagen, falou sobre isso durante uma reunião com executivos. Categórico, ele disse que não quer se tornar uma Nokia, empresa de tecnologias que perdeu seu domínio com a chegada da Apple ao mercado – muitos comparam isso com a chegada da Tesla e o resultado em diversos fabricantes. Diess também falou sobre aumentar o valor de mercado do grupo, hoje de 91 bilhões de euros, para cerca de 200 bilhões, usando a tecnologia como aliada.

“A era clássica dos fabricantes acabou”, Herbert Diess

Outro ponto tocado por Diess é sobre o lucro ser mais importante que o volume. Segundo ele, entregar menos carros e ter mais lucro é algo mais importante que entregar muitos com margem baixa ou nula – uma discussão que fabricantes no Brasil passam ao vender grandes volumes para empresas, onde o lucro é menor. 

Vemos estas mudanças em outras grandes fabricantes. A Ford apresentou a Mustang como uma marca, estreando com um SUV elétrico, o Mach-E. A General Motors prepara para reviver a Hummer também como uma picape elétrica, mostrando os novos rumos da indústria. A Volkswagen investe pesado na linha I.D e em serviços de mobilidade e deve reduzir os custos com pesquisas em célula de combustível, por exemplo, para focar em segmentos com maior possibilidade de retorno. 

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