A mudança nas prioridades da Chevrolet, que tirou de linha seus sedãs nos Estados Unidos para investir mais em SUVs, crossovers, picapes e carros elétricos, parece não ter agradado muito os concessionários. Mike Bowsher, diretor da Chevrolet National Dealer Council, a associação dos lojistas da marca no país, deu uma entrevista ao site Automotive News e comentou que falta um carro na área do Cruze, com um preço mais acessível.

“2019 foi um ano em que muita coisa aconteceu e nos indicou o futuro”, disse Bowsher, “tudo se alinhou para que 2020 seja um ano sensacional.” O ano passado teve seus altos e baixos para a Chevrolet, com uma greve de seis semanas em que quase 40 mil empregados pararam de trabalhar em setembro, interrompendo a produção, o que atrasou as entregas de peças e reduziu os estoques.

Ainda foi um ano de transição para a Chevrolet, com atualizações para várias de suas picapes e o fim da oferta de diversos modelos, como o Cruze. Bowsher diz que parte dos clientes foi para modelos como Tracker (lá vendido como Trax), Equinox, Spark e Sonic, o que ajudou a manter as vendas estáveis.

No entanto, o executivo revela que os concessionários continuam perguntando sobre carros como sedãs, um segmento que está caindo a cada ano no país. “Nós sentimos que poderíamos ter um carro, especialmente na faixa de preços mais acessível. É o que eu ouço dos concessionários da Chevrolet, que seria bom ter algo na área do Cruze. Eu não sei se teremos, mas se tem algo que os concessionários gostariam, seria isso.”

Apesar deste pedido dos lojistas nos Estados Unidos, a General Motors não parece muito interessada em um novo Chevrolet Cruze. Com o fim de sua produção na China, apenas a Argentina ainda fabricante o sedã médio, abastecendo o mercado da América Latina. Isso põe em dúvida o futuro do carro, mesmo que ele tenha subido para a segunda posição no segmento no Brasil esteja vendendo mais do que o Honda Civic.

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