O recente caso de recall envolvendo pouco mais de 19 mil unidades do Chevrolet Onix Plus, recém lançado no mercado brasileiro, não foi o primeiro nem será o último. Ao longo da história, fabricar máquinas em grande escala sempre gerou alguns erros evitáveis mas frequentes. Hoje vamos relembrar 8 casos emblemáticos que custaram a reputação de muitos veículos.

A insegurança do Chevrolet Corvair

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Um carro de linhas limpas e modernas com um motor de seis cilindros refrigerado a ar, feito para ser robusto e acessível. O Corvair estreou em 1960 com motor 2.3 litros de 80 cv e caiu nas graças do público. No entanto, na metade de sua vida, o livro Unsafe at Any Speed (Inseguro a Qualquer Velocidade), publicado pelo jornalista e advogado Ralph Nader, revelava casos de insegurança supostamente ignorados pela GM. Com motor posicionado atrás do eixo traseiro, ele era leve demais nas curvas e ficava inseguro. O projeto foi aprimorado, mas o Corvair foi perdendo espaço. Nenhum recall foi feito. Ralph Nader ganhou as ações movidas contra a montadora.

Fogo no Ford Pinto

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O compacto lançado em 1971 também foi um sucesso. Pouco tempo depois, a ocorrência de acidentes que resultaram em explosão e pouco mais de 500 mortes ao longo de seis anos, levaram a um recall envolvendo 1,5 milhão de unidades. Na época, a imprensa divulgou documentos internos da Ford que deixavam claro que a empresa conhecia os erros do projeto: falhas na montagem do tanque e sistemas de vedação, além da linha de combustível, poderiam levar a explosões em caso de batida traseira.

Bancos decepadores do Volkswagen Fox

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O fato ocorreu no Brasil há pouco mais de 10 anos. Após um acidente onde um consumidor teve o dedo decepado ao rebater o banco traseiro do Fox, a Volkswagen anunciou um recall envolvendo meio milhão de unidades. Ao divulgar a ação de chamada, outros sete acidentes semelhantes foram relatados. O sistema poderia machucar as mãos de quem acionava o mecanismo.

Movimento inesperado na Ford

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Em 1981, a Ford anunciou um recall de 21 milhões de veículos para a troca do sensor de ré nos câmbios automáticos que equipavam picapes e automóveis de grande porte, incluindo a F-150 e automóveis de passeio. Defeito no sensor de travamento do sistema poderia permitir que o carro se movimentasse. Foram 6.000 acidentes registrados, 1.710 feridos e 98 mortos de 1970 a 1980 por conta do defeito.

Limpadores que voavam no Fusca

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Em 1972, após 60 reclamações de donos do Volkswagen sedã que alegavam problemas no uso do limpador do para-brisa, a montadora organizou um recall de 3,7 milhões de veículos. Foi detectado um erro de projeto que fazia os limpadores voarem com o veículo em movimento. A troca era simples e foi organizada em diversos países, excluindo o Brasil. O detalhe é que por aqui fabricávamos o mesmo carro tomando por base o mesmo projeto.

Aceleração total na linha Audi

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Em 1982, cerca de 92.000 unidades do Audi 5000 foram chamadas às concessionárias nos Estados Unidos. O motivo era a troca do carpete que levava a aceleração involuntária do carro e poderia causar acidentes. A mudança foi uma tropicalização do modelo para ingressar no mercado americano e prejudicou a imagem de marca na América do Norte. De 74.000 carros vendidos por lá em 1985, o número caiu para 12,2 mil em 1991.

Airbags fatais Takata

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Após uma série de acidentes nos quais airbags lançavam objetos metálicos sobre os ocupantes do veículo, a fabricante do equipamento Takata organizou o maior recall da história envolvendo nada menos que 58 milhões de veículos. No Brasil, a Honda vendeu carros equipados com as bolsas da marca Takata e faz um recall permanente pela substituição da peça. Outras marcas fizeram o mesmo.

Troca de cintos no Corsa

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Após 25 acidentes e duas mortes, a GM identificou no ano 2000 um defeito no cinto de segurança da linha Corsa e Tigra. Foram pouco mais de 1 milhão de unidades envolvidas, fabricadas de 1994 a 1999, envolvendo a totalidade do modelo que já era um sucesso de vendas. O fato divulgado à época pelo PROCON e em ampla campanha em mídia impressa e na televisão, acelerou a renovação do modelo, que apesar disso nunca perdeu espaço no mercado.

Fiat Tipo incendiado

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O problema ocorreu com os modelos 1.6 i.e. importados entre 1993 e 1995. O fogo ocorria porque uma das mangueiras do fluido da direção hidráulica estourava e derramava o fluido (inflamável) sobre o coletor de escape do motor. A Fiat então convocou um recall envolvendo 155 mil unidades. De acordo com a montadora, todos os consumidores foram atendidos, mas, mesmo assim, houve relatos de incêndios após o recall, manchando de vez a reputação do Tipo por aqui.

Fonte: Motor1 Fotos: reprodução e arquivo Motor1.com

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