Ao mesmo tempo em que o novo Onix Plus se tornou uma sensação nas lojas, também teve um lado negativo. Um caso de incêndio no motor do sedã apareceu nas redes sociais, o que mobilizou não apenas o público, mas também a própria Chevrolet para entender o que aconteceu. Depois de interromper a entrega de novas unidades e convocar as que estavam nas ruas de volta às concessionárias, finalmente a solução está disponível.

O que aconteceu?

Segundo Alberto Casalecchi, gerente de pós-vendas da General Motors, a quebra do bloco (com o consequente vazamento de óleo sobre as partes quentes do motor) foi ocasionada por uma condição específica de temperatura ambiente, pressão atmosférica e qualidade de combustível. Não prevista pela central de comando do motor, essa condição fazia a ignição acontecer em um momento errado, o que, com o tempo (após acender a luz da injeção no painel), causava a quebra do pistão e, consequentemente, do bloco do motor. O incêndio da única unidade aconteceu pelo contato do óleo lubrificante vazado sobre as partes quentes do motor. 

Dias depois, engenheiros da General Motors foram analisar o carro e detectaram a quebra do bloco. Mais dois carros também tiveram a quebra na mesma região, mas sem incêndio, o que possibilitou a leitura da central eletrônica e detecção da área com erro no mapeamento. Imediatamente, uma nova versão do software começou a ser testada, inclusive na pista de testes da GM, em Indaiatuba (SP). 

No domingo, dia 08 de novembro, o novo software já estava nos carros que saíam da linha de produção em Gravataí (RS). Dos 19 mil carros chamados, cerca de 7 mil estavam com seus proprietários nas ruas – o restante estava nos pátios da fábrica ou das concessionárias. Segundo a GM, estão sendo feitas de 1.500 a 2 mil reprogramações por dia no país, inclusive com algumas concessionárias que funcionarão no feriado do dia 15 de novembro e final de semana. Até a quinta-feira (14), 80% dos carros já foram reparados.

Como é feito o recall

Ao chegar na concessionária, o carro é levado para a oficina – o proprietário pode inclusive acompanhar o serviço. Um técnico passa o scanner no carro (um computador com um programa da General Motors) para localizar erros gravados. Se nada for constatado, as velas de ignição são analisadas e, com tudo verificado, o processo de atualização começa. 

O sistema faz o download de um servidor com base no número do chassi, que já fica gravado nos servidores da marca. A Chevrolet diz que trabalha em diversas frentes para garantir que nenhum carro será “esquecido”. Depois disso, o carro está pronto. Não há alterações em potência, torque ou consumo e emissões, já que a reprogramação atinge um ponto do mapeamento específico. Por fim, a GM diz que, se o motor tiver sofrido algum dano que comprometa sua durabilidade, será trocado em garantia. 

Captação e edição de vídeo: Paulo Trindade

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