Outlander faz sua primeira revisão: facilidade de agendamento e agilidade no serviço a rede tem, mas algumas falhas relatadas voltaram sem solução

Pouco antes da revisão, Outlander foi até Lorena, no interior paulista

Pouco antes da revisão, Outlander foi até Lorena, no interior paulista (Eduardo Campilongo/Quatro Rodas)

Nosso piloto de testes Eduardo Campilongo é um dos principais responsáveis por acompanhar os carros de Longa Duração durante as revisões programadas.

Edu é quem costuma agendar a revisão, levar o carro até a concessionária e, depois, passar na oficina Fukuda Motorcenter, onde nosso consultor técnico, Fabio Fukuda, vistoria os serviços prestados pelas concessionárias.

Ao cuidar da primeira revisão do Outlander, Edu disse: “A cordialidade me fez lembrar do padrão Toyota. Quando recebeu o carro, a consultora da MitNorth deu total atenção às minhas queixas”.

As tais queixas eram quatro: banco do motorista com uma discreta folga entre o assento e o trilho (o condutor sente que o banco se desloca discretamente para a frente e para trás), acabamento da soleira inferior da porta dianteira esquerda solta, necessidade de abertura manual da tampa elétrica do porta-malas e microfone do sistema viva-voz inoperante.

Pela revisão (troca de lubrificante do motor, filtros de óleo, combustível e ar-condicionado e aditivos para diesel e lavador do para-brisa), pagamos menos que o valor sugerido pela Mitsubishi, R$ 1.039 ante R$ 1.108.

Desembolsamos ainda R$ 250 por alinhamento, balanceamento e rodízio.

São valores compatíveis com o que pagamos na primeira revisão do Jeep Compass turbodiesel de Longa Duração, desmontado em fevereiro de 2019.

No entanto, há uma diferença entre o plano de manutenção dos dois jipões: enquanto as revisões do Compass são a cada 20.000 km, no Outlander ocorrem a cada 10.000 km.

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Apesar da cordialidade, veio a decepção após dois dias de serviço. A soleira da porta continuava solta e foi reencaixada na hora da retirada e a folga do banco e o funcionamento elétrico parcial da tampa traseira foram considerados como característica do Outlander.

“Muitos donos reclamam dos mesmos pontos. Reajustamos o banco, mas ele realmente tem um pequeno deslocamento. A tampa traseira está normal. É só pelo botão interno que a tampa funciona de modo automático na abertura e no fechamento. Por fora, ela só é elétrica para fechar. É estranho, mas é assim mesmo”, disse a técnica.

O microfone, que a consultora da MitNorth disse ter reparado, segue inoperante. E olha que testamos com celulares com sistema Android e iOS.

Mitsubishi Outlander – 11.665 km

Ficha técnica:
Versão: 2.2 Turbodiesel HPE-S
Motor: 4 cilindros, dianteiro, transversal, 16V, 165 cv a 3.500 rpm, 36,7 mkgf a 7.500 rpm
Câmbio: Automático de 6 marchas, tração 4×4
Combustível: Diesel S10
Seguro: R$ 3.904 (Perfil Quatro Rodas)
Revisões: Até 60.000 km – R$ 7.644
Gasto no mês: Combustível: R$ 2.364
Revisão: R$ 1.039
Alinhamento: R$ 250
Consumo: No mês: 11,1 km/l com 44,8% de rodagem na cidade Desde jul/19: 11,9 km/l com 28,8% de rodagem na cidade

 

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