Sistema de monitoramento de pressão e temperatura dos pneus entra em pane após o rodízio e exige duas visitas extras à revenda para ajuste definitivo

Pane no sistema de monitoramento de pressão e temperatura dos pneus

Pane no sistema de monitoramento de pressão e temperatura dos pneus (Eduardo Campilongo/Quatro Rodas)

No mês anterior, contamos aqui como foi a primeira revisão do nosso Caoa Chery Tiggo 5X.

Alegando que o carro estava com todas as medidas de alinhamento dentro dos padrões da fábrica, a concessionária Wei deixou de fazer também o balanceamento das rodas e o rodízio.

Alguns dias após a revisão, contatamos a Wei, por telefone, e descobrimos que a concessionária não tem equipamentos nem pessoal treinado para a realização desses serviços.

“É tudo terceirizado, feito numa empresa fora daqui”, disse o consultor técnico.

Perguntamos, então, como um carro que havia passado por lá tinha sido devolvido com a alegação de que alinhamento, balanceamento e rodízio estavam perfeitos.

“Isso não poderia ter acontecido, pois aqui a gente nem tem como verificar isso. Peço desculpas, mas esse procedimento foi errado”, disse.

Mas tivemos de voltar à Wei por outro problema. “O sistema de monitoramento dos pneus enlouqueceu de repente, acendendo o alerta de baixa pressão nas quatro rodas”, conta o editor de Longa Duração, Péricles Malheiros.

Na Wei, o consultor disse ter refeito a programação dos sensores e nos liberou, dizendo que tudo estava resolvido.

Aproveitamos, claro, para fazer o alinhamento, balanceamento e rodízio, por R$ 250, na empresa terceirizada pela Wei – o valor acima da média se justifica pela suspensão traseira multilink, com elementos passíveis de ajuste, como na dianteira.

Porém, apenas quatro dias se passaram até que o sistema de monitoramento de pressão dos pneus falhasse novamente, nos levando pela terceira vez à Wei Motors.

O procedimento foi repetido. “Utilizamos um aparelho capaz de ensinar para a central eletrônica a posição de cada roda no carro. Só que, desta vez, após a ação de correção, fizemos uma viagem teste, pois é esperado que alguns outros sistemas, como o controle de estabilidade, por exemplo, se desative por questão de segurança.

Em seguida, reabilitamos todos os dispositivos que entraram em modo de proteção. Agora, sim, pode seguir tranquilo. Vida normal”, disse o técnico da Wei Motors.

De fato, os problemas, dessa vez, parecem ter sumido por completo. O sistema do Tiggo 5X é do tipo ativo, ou seja, conta com sensores individuais em cada roda – acoplados na parte posterior das válvulas de enchimento.

São do tipo livres de manutenção, mas pedem um cuidado: ao desmontar o pneu para o reparo de um furo, por exemplo, o profissional deve colocar a espátula entre a roda e o pneu na área vizinha à válvula sob pena de danificá-la. Fica a dica.

Tiggo 5X – 17.418 km

Ficha técnica:  Chery Tiggo 5X
Versão: TXS 1.5 16V Turbo
Motor: 4 cilindros, dianteiro, transversal, 16V, turbo, 150/147 cv a 5.500 rpm, 21,4 mkgf a 1.750 rpm
Câmbio: Automatizado, dupla embreagem, 6 marchas
Combustível: flex (gasolina)
Seguro: 2.254 (Perfil Quatro Rodas)
Consumo: No mês: 9,3 km/l com 34,1% de rodagem na cidade

Desde jul/2019: 8,9 km/l com 26,1% de rodagem na cidade

Revisões: Até 60.000 km – R$ 3.391
Gastos no mês: Combustível: R$ 2.734
Alinhamento: R$ 250

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here