Craque argentino recebeu o esportivo em 1987, mas a falta de um equipamento o deixou extremamente irritado

Ferrari Testarossa preta não agradou Maradona

Ferrari Testarossa preta não agradou Maradona (Reprodução/Internet)

Em 1987, Diego Armando Maradona estava no auge. O meia argentino acabara de ser bicampeão mundial com sua seleção e era o grande maestro do Napoli, clube italiano de maior sucesso no fim da década de 1980.

Com status de popstar, era normal ver o craque desfilando pelas ruas do sul da Itália com carros cada vez mais exclusivos. Mas, um, entre os vários modelos do craque, tem uma história um tanto quanto curiosa.

Esportivo era equipado com um motor de 4,9 l com 12 cilindros opostos; 0 a 100 km/h do modelo é feito em 5,8 segundos

Esportivo era equipado com um motor de 4,9 l com 12 cilindros opostos; 0 a 100 km/h do modelo é feito em 5,8 segundos (Mecum Auctions/Divulgação)

O carro em questão é uma Ferrari Testarossa de 390 cv na cor preta, pedida por Maradona a seu empresário, Guilermo Coppola, em 1987. O problema é que até aquele ano a escuderia de Maranello havia confeccionado apenas um modelo naquela cor, a pedido do ator Sylvester Stallone.

Sobrou então para o presidente do Napoli à época, Corrado Ferlaino. O dirigente conta que originalmente o carro custaria US$ 430.000, mas que, para satisfazer os pedidos do meia, pagou o dobro e ainda acrescentou mais US$ 130.000 pela pintura, perfazendo um total de US$ 990.000 – hoje, equivalente a R$ 5.265.909, sem correções e inflação.

Ferrari Testarossa gera 390 cv e 50 kgfm; velocidade máxima é de 286 km/h

Ferrari Testarossa gera 390 cv e 50 kgfm; velocidade máxima é de 286 km/h (Mecum Auctions/Divulgação)

Eis que quando recebeu o carro, Maradona teve uma surpresa. Como qualquer esportivo da época, o modelo não era equipado com rádio. Além disso, sequer tinha ar-condicionado.

Além de não ter ficado satisfeito com o presente que acabara de receber, o argentino ainda disparou contra o próprio empresário. “Pode enfiá-lo no…”, respondeu o craque na ocasião.

Mesmo contrariado, Maradona só se desfez do modelo em 1993 quando retornou ao futebol argentino para defender o Newell’s Old Boys, clube de Rosário.

 

Em 2014, a antiga Ferrari de Maradona foi vendida por uma colecionadora espanhola, junto com o certificado de garantia em nome do argentino e com o certificado de pintura de fábrica, por € 250.000, cerca de R$ 1.434.087,00.

 

 

 

 

 

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