Apontada como um dos lançamentos mais aguardados da Ford para 2021, a tão falada picape Maverick aos poucos vai perdendo o status de segredo e se tornando conhecida. Prova disso é que logo depois do nome, da plataforma e de demais detalhes técnicos, foram descobertos agora alguns dos equipamentos que a camionete herdará das irmãs maiores Ranger e F-150.

Segundo reportagem do site Ford Authority, um dos destaques da lista será a janela traseira deslizante com acionamento elétrico. O recurso é bastante comum em picapes grandes nos Estados Unidos e usado para ampliar o fluxo de ar dentro da cabine. Principal rival da Maverick, a Fiat Toro não dispõe da mesma função (ou seja, o vidro traseiro é inteiriço), o que acaba por gerar um diferencial competitivo para o modelo da Ford.

Como já dito, a Maverick será construída sobre a plataforma C2 (a mesma do Focus europeu e dos SUVs Escape e Bronco Sport) e será posicionada abaixo da Ranger. A ideia da Ford é dar atenção a segmentos em ascensão (picapes estão em alta no mundo todo) e deixar de perder dinheiro em categorias pouco atrativas. É o que já está acontecendo na América do Norte, onde a marca adotou a estratégia de investir apenas em picapes, crossovers e SUVs, em detrimento de hatches e sedãs.

Informações preliminares adiantam ainda que, na comparação com a Ranger, a nova picape será entre 60 cm e 70 cm mais curta, dependendo da configuração. Haverá certo nível de parentescos também com a Transit Connect, furgão vendido nos EUA, no sentido de comunização de componentes e até motorização. Fala-se na adoção do motor 2.0 aspirado de quatro cilindros e injeção direta, com 167 cv – o mesmo que é usado no Brasil no EcoSport Storm, embora aqui configurado para entregar 176 cv.

Ford Maverick - Possível tampa da caçamba

Falando em Brasil, a imprensa internacional crava que o mercado brasileiro será o primeiro a receber o modelo. A oferta atenderá toda a América Latina e do Norte (inclusive Estados Unidos), mas os consumidores daqui serão os primeiros a poder comprar a novidade. A produção, no entanto, não será nacional: tudo indica que caberá ao México abastecer a demanda de toda a região. O lançamento acontecerá em 2021, já como linha 2022.

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