A produção de carros e comerciais leves da indústria brasileira alcançou a marca de 2,77 milhões de veículos, 2,7% mais do que os 2,70 milhões montados entre janeiro e novembro de 2018, de acordo com os últimos números da associação das fabricantes, a Anfavea.

Em comparação ao mês de outubro, houve uma queda de 21,2%, com 227,5 mil unidades, número que é 7,1% menor do que novembro do ano passado. O resultado continua a ser obtido pelo bom momento do mercado nacional, que cresceu 8,3% no ano, embora tenha recuado 4,4% de outubro para novembro.

O maior problema para a indústria automotiva continua a ser o mercado externo. As exportações seguem com queda, registrando 399,2 mil veículos ao longo do ano, uma queda de 33,2%. Apesar disso, o mês de novembro ainda foi melhor do que o de outubro, crescendo 5,9%. O motivo, como esperado, é a crise na Argentina, onde o setor automotivo recuou mais 14,9% e acumula uma retração de 32%.

Apesar da redução na produção no último mês, as fábricas mantiveram os empregos. A Anfavea diz que houve uma queda de 1% no número de funcionários e que este valor é por conta do fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, que encerrou de vez a produção do complexo no dia 29 de outubro, demitindo os 600 trabalhadores remanescentes.

O resultado de novembro ainda está dentro da projeção da Anfavea para novembro. A associação prevê que o ano fechará com 2,795 milhões de veículos produzidos, um aumento de 1,8%. As projeções para 2020 serão anunciadas apenas na próxima apresentação, em janeiro, quando também será revelado o fechamento de 2019.

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