Superesportivo tem V12 de 663 cv e inspiração no McLaren F1 Gordon Murray/Divulgação

Conhecido por ser o homem por trás do mítico McLaren F1, Gordon Murray acaba de revelar sua mais recente criação, o T.50 – não confundir com o JAC T50. O superesportivo usa soluções que remetem ao próprio F1, aliado a muita tecnologia para agradar tanto a puristas como a quem buscar a última palavra em tecnologia.

Do F1, vêm conceitos como a cabine avançada, com um grande parabrisa e ampla área envidraçada. Há também três assentos, com o motorista em posição central, à frente dos dois passageiros que ficam nas laterais do carro.

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A configuração da cabine é muito parecida com o icônico McLaren. Do lado direito do motorista, um console flutuante agrupa controles de ar-condicionado, central multimídia e janelas. Outros comandos ficam ao redor do painel de instrumentos, em seletores giratórios.

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‘Ventilador’ na traseira ajuda melhorar aerodinâmica Gordon Murray/Divulgação

O carro é produzido sob encomenda, e cada comprador terá reuniões para acertar detalhes de cada unidade diretamente com o próprio Gordon Murray. Assim, a posição de volante, pedais e banco será meticulosamente ajustada às proporções do proprietário.

O motor é um V12 de aspiração natural desenvolvido especialmente para o T.50 e construído inteiramente pela Cosworth. São 663 cv e 46,7 kgfm de torque entregues às rodas traseiras. O câmbio é manual de seis marchas e não há opção por um automático de nenhuma espécie. São cinco marchas curtas para aceleração e uma sexta longa para velocidade de cruzeiro.

Segundo a empresa, o motor foi desenvolvido para ser “o V12 com respostas mais rápidas, mais leve e mais ‘girador’ do mundo”. De fato, o V12 pode acelerar até nada menos que 12.100 rpm e pode ir da marcha lenta até o início da faixa vermelha em 0,3 segundo.

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O visual é relativamente conservador, de acordo com a filosofia da marca de oferecer um conjunto elegante, discreto e focado em compradores que buscam excelência técnica.

Cabine tem motorista em posição central Gordon Murray/Divulgação

O item que chama mais atenção, porém, é um ventilador na traseira, capaz de diminuir o arrasto aerodinâmico em 12,5%. Tem 40 cm de diâmetro e é comandado por um motor elétrico de 11,4 cv alimentado por um sistema elétrico de 48V.

Girando a até 7.000 rpm ele consegue modificar o downforce do carro e usá-lo a seu favor no momento certo, aumentando a força descendente em até 50%. Assim, elimina a necessidade de aerofólio. É muito mais avançado que o ventilador de vácuo do Brabham BT46B da Fórmula 1, que também foi projetado por Murray.

O uso de materiais leves como titânio e fibra de carbono é responsável pelo baixíssimo peso do conjunto. São apenas 986 kg em ordem de marcha, e deixam o T.50 mais leve do que muito hatch compacto nacional – um Chevrolet Onix Joy pesa 1.011 kg. A alavanca de câmbio é de titânio e o chassi do tipo monocoque pesa apenas 150 kg.

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Traseira tem lanternas translúcidas Gordon Murray/Divulgação

Tanta excelência, no entanto, não custará pouco. O esportivo deverá chegar às ruas em janeiro de 2022 por nada menos que US$ 3,08 milhões.

São quase R$ 16 milhões em conversão direta e a Gordon Murray Automotive garante oficinas no Reino Unido, Estados Unidos, Japão e Abu Dhabi. A empresa também poderá mandar um engenheiro da fábrica para qualquer parte do mundo se necessário.

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Arte/Quatro Rodas

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