Stuttgart/Divulgação

Criado em 2018 para comemorar os 70 anos da Porsche, o Porsche 935 é a reinterpretação moderna do 935/78 que correu as 24 Horas de Le Mans em 1978. Se não ficou marcado por vitórias (ficou em terceiro lugar), o visual diferente (e a forma como ele surgiu entrou para a história).

A novidade é que uma das 77 unidades produzidas foi enviada para o Brasil, mas ela não será vendida. O exemplar número 4 ficará sob os cuidados da Stuttgart, representante da Porsche, em São Paulo e futuramente será exposta nas demais unidades da rede (localizadas em Campinas, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro e Recife).

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O carro também fará demonstrações em eventos da Stuttgart e do Porsche Club Brasil realizados em autódromos. E apenas em autódromos: o Porsche 935 não é homologado para as ruas.

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A frente e a traseira esticados são características marcantes do 935/78 e vêm de uma brecha no regulamento descoberta por Norbert Singer, então engenheiro da Porsche.

Singer percebeu que poderia modificar os para-lamas e capô de uma forma que o carro de competição ficasse mais aerodinâmico (e rápido). Os fãs batizaram o modelo de “Moby Dick”, em alusão a baleia e por causa dos pronunciados elementos aerodinâmicos.

O perfil do 935 de 1978 explica os motivos do apelido “Moby Dick” Divulgação/Porsche

A versão moderna é baseada na geração 991.2 do 911 GT2. O seis cilindros boxer 3.8 litros tem um par de turbos e despeja 700 cv nas rodas traseiras. O câmbio é o PDK, automatizado de dupla embreagem e sete marchas.

Para as mudanças, a carroceria foi substituída por peças de fibras de carbono reforçada com plástico (CFRP). Já as aberturas de ar na carenagem dianteira, próximas aos arcos das rodas, são inspiradas no 911 GT3 R. Elas aumentam a força aerodinâmica sobre o eixo da frente para dar mais estabilidade.

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Do 919 Hybrid, protótipo multivencedor das 24 Horas de Le Mans na categoria LMP1, vieram as lanternas integradas nas extremidades da gigante asa traseira. A peça, inclusive, tem 1.900 mm de largura e 400 mm de profundidade.

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Os espelhos laterais homenageiam o atual 911 RSR vencedor de Le Mans, enquanto as ponteiras aparentes do escapamento, feitas de titânio, reproduzem as do Porsche 908, de 1968.

O cockit tem volante em fibra de carbono, bancos esportivos, painel de instrumento digital e até ar-condicionado Divulgação/Porsche

As ligações com outros modelos da marca não param por aí. Elas são encontradas também no interior, como a manopla da alavanca de câmbio tem design em madeira laminada inspirado em modelos de corrida como o 917, o 909 Bergspyder e o lendário Carrera GT.

O volante feito em fibra de carbono e o cluster digital colorido foram tirados da edição 2019 do 911 GT3 R. O 935 traz ainda bancos esportivos Recaro com cinto de segurança de seis pontos e gaiola de proteção.

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O 935 da Stuttgart tem a pintura com decoração denominada “Sachs”, utilizada pelo Porsche 935 número 70 da equipe Dick Barbour Racing nas 24 Horas de Le Mans de 1980.

Como não será vendido, este Porsche 935 não tem preço. Mas em 2018 cada uma das 77 unidades foi negociada com preço inicial de 700.000 euros, cerca de R$ 3 milhões à época.

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