O nome Jetta carrega muita importância, já que é um dos modelos mais populares da Volkswagen em todo o mundo. E, por algum motivo, ele foi escolhido para batizar a marca de baixo custo encontrada apenas na China. Desde o seu lançamento no final do ano passado, a Jetta se estabeleceu no país e está ganhando cada vez mais espaço. Motivo pelo qual algumas divisões da Volkswagen estão considerando levar a sub-marca a outros mercados.

Falando com o site Automotive News Europe, Harald Mueller, presidente da Jetta, disse que a marca conseguiu 1% de participação de mercado entre carros novos vendidos na China. Parte deste sucesso viria de clientes procurando alternativas baratas ao transporte público por causa da crise de coronavírus que atingiu o país asiático primeiro.

“Claro, o início bem sucedido criou interesse de outros mercados no mundo Volkswagen”, disse Mueller ao Automotive News Europe.

Assim como a Nissan e a Datsun, que foi recriada para ser uma marca barata, a Jetta tem a intenção de oferecer os modelos mais baratos do mercado chinês, onde outros nomes do Grupo Volkswagen (como a Skoda) são pouco reconhecidos. Atualmente, a Jetta trabalha com o sedã VA3 e os crossover VS5 e VS7. O VA3 é uma versão da geração passada do sedã Jetta, mas com uma atualização profunda. Já os VS5 e VS7 são baseados nos modelos Seat Ateca e Tarraco, respectivamente – primos do Volkswagen Tiguan e Tiguan Allspace.

Além da declaração um pouco vaga de Mueller, não há qualquer outra confirmação de que a Jetta irá expandir-se fora da China. Se o fizer, esperamos por uma entrada em países como Rússia e talvez no resto da Ásia: Filipinas, Indonésia, Tailândia e similares. Resta ver se a Jetta conseguirá evitar o mesmo destino que a Datsun, que está para ser extinta pelas necessidade da Nissan de cortar gastos.

A Jetta não deve aparecer na Europa e nem nos Estados Unidos. Os americanos não tem mais o costume de comprar veículos tão simples e a Skoda já cumpre o papel de ser uma alternativa mais barata aos modelos da Volkswagen. E no Brasil, será que uma marca dessas faria sucesso? Desde 2017 ouvimos histórias sobre como a VW teria uma sub-marca mais acessível para mercados emergentes e que o Brasil estava na lista, mas pela situação atual do país, as chances de veremos os carros da Jetta por aqui são muito pequenas.

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